Corinthians oferece camarote para torcedor que foi detido pela PM por gritar ‘Ei, Bolsonaro, VTNC’ ver jogo hoje

Três dias depois de ser detido por policiais militares na Arena Corinthians por ter ofendido o presidente Jair Bolsonaro, o torcedor alvinegro Rogério Lemes Coelho assistirá ao jogo desta quarta-feira, 7, a partir das 19h15, diante do Goiás, pelo Brasileirão, do camarote presidencial do estádio. O clube, que já havia emitido uma nota contra a ação policial, confirmou que convidou o jovem para conhecer o espaço.

Rogério Coelho foi levado por policiais militares para prestar depoimento depois de ofender Bolsonaro antes do clássico do último domingo 4, entre o time da casa e o Palmeiras, que terminou empatado em 1 a 1. Segundo o boletim de ocorrência, a atitude foi “para evitar um tumulto”. Na terça-feira, 6, o Corinthians se posicionou e considerou o ocorrido um “atentado às liberdades individuais”. Nesta quarta, o site Meu Timão divulgou imagens do momento em que o torcedor foi detido.

“O clube historicamente reitera seu compromisso com a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação, desde que observados os princípios da civilidade e da não violência. A agremiação lembra que diferentes autoridades, entre elas o presidente do clube, já foram alvo de manifestações da torcida durante os mais variados eventos esportivos realizados no local e o episódio caracteriza-se como um grave atentado às liberdades individuais no Estado Democrático de Direito”, escreveu o Corinthians em nota.

Rogério desabafou sobre o caso em suas redes sociais. Publicou a foto do BO no Instagram com a legenda “Ditadura!!”. No Facebook, deu mais detalhes: postou duas fotos, com hematomas no punho e nos dedos de uma das mãos. Disse que estava xingando Bolsonaro, quando levou um “mata-leão”. “Quando eu caí, me algemaram, me levaram para uma sala e ficaram me humilhando”, explicou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que “a conduta foi adotada para preservar a integridade física do torcedor, que proferia palavras contra o presidente da República, o que causou animosidade com outros torcedores, com potencial de gerar tumulto e violência generalizada”.

Rodrigo não respondeu às tentativas de entrevista da reportagem. A delegada Monia Olga Neubern Pescarmona assina o boletim de ocorrência e também foi procurada