GSI e Abin culpam FAB por entrada de 39 kg de cocaína em avião da comitiva presidencial ao G-20; militares humilhados; ira no Planalto

BR: Diz-se que cabeças vão rolar no Palácio do Planalto em razão do vexaminoso escândalo da entrada de 39 quilos de cocaína em avião oficial da comitiva presidencial que voava para a reunião do G-20, em Osaka, no Japão. A droga era levada pelo segundo sargento da Aeronáutica Silva Rodrigues, a “mula qualificada”, na expressão do presidente em exercício Hamilton Mourão.

A pergunta é: quais cabeças?

A do general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, cujo nome já descreve a frustrada função? |

Certamente que não.

A do general Eduardo Villas Bôas, assessor especial do GSI, ex-comandante do Exército e pressionador oficial do STF para assuntos da prisão do ex-presidente Lula?

Não, com certeza não.

A dos líderes da Abin, a Agência Brasileira de Informações, que no mais das vezes é a última a saber?

Também não. Tanto a Abin quanto o GSI culpam a Força Aérea Brasileira (FAB) pela falha na segurança, uma vez que está constatado que o segundo-sargento Silva Rodrigues não passou pelo sistema de Raio-X, no Brasil, antes de embarcar. Na Espanha, sua mala foi apreendida com 39 quilos de cocaína. Não havia nela nenhuma roupa, mas apenas os sacos com a droga.

Mesmo que o GSI, a Abin e até a FAB, que até agora não se pronunciou, digam que não tem nada a ver com nada, o vexame de desleixo, descuido, incúria embutido no episódio humilha os militares brasileiros e seu discurso de eficiência, rigor, segurança institucional etc etc.