Trump dribla Bolsonaro, obtém concessão do Brasil, mas não indica País à OCDE; pior, apoio formal foi para a Argentina!

BR: Apesar de todos as reverências dedicadas ao presidente Donald Trump em sua visita aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro está levando um drible diplomático e comercial de seu colega e ídolo.

Terminou hoje a reunião do Conselho de Representantes da OCDE, a última antes da conferência ministerial da entidade, nos próximos dias 22 e 23, em Paris. E a delegação americana não fez o gesto que o Brasil esperava, de apoiar formalmente a entrada do país para o grupo das nações que foram a Organização. Os diplomatas americanos afirmaram não ter “instruções” nesse sentido. O que ele fizeram, por outro lado, foi manter seu apoio à entrada da Argentina na OCDE, aceitando a adesão da Romênia, em contrapartida, como querem países europeus.

Antes da falta de apoio americano, o Brasil, acreditando que essa sustentação viria, como ficara mais ou menos combinado entre Bolsonaro e Trump, abriu mão do Tratamento Especial e Diferenciado (TED) na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os EUA elogiaram a posição brasileira, e reafirmaram que gostariam de apoiar o Brasil na OCDE, mas que, para isso, será necessário que o país faça, antes, movimentos modernizantes, sem detalhar essa exigência.

Ladeado na reunião com Trump, na Casa Branca, por seu filho Eduardo, o que deixou o chanceler Ernesto Barbosa enciumado e enraivecido, Bolsonaro reverenciou o quanto pode seu ídolo, mas ainda não conseguiu nada de concreto da parte dele.

A diplomacia de alinhamento de Bolsonaro, Eduardo e Ernesto falhou em seu primeiro teste concreto.

A ausência de apoio hoje mostra que será muito difícil, nos poucos dias que faltam para a reunião ministerial da OCDE, o EUA cumprirem com o Brasil sua parte no trato. E o pior é o que drible inclui um gol para a Argentina, que saiu da reunião com o aval americano para tomar parte na Organização sonhada por Bolsonaro.