China volta de feriado, compra em massa e leva preço de minério de ferro a recorde. Vale mesmo a pena comprar briga com o gigante asiático?

Vale mesmo a pena brigar ou se afastar da China, como querem o presidente Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo? A julgar pela força da economia chinesa, não. Numa demonstração de sua enorme capacidade de comprar tudo o que necessita, o mercado chinês reabriu nesta segunda-feira 11, após o feriado de Ano Novo no país, e desequilibrou, para cima, o mercado de minério de ferro – um dos principais produtos de exportação do Brasil. Os futuros de minério de ferro da China atingiram o limite de valorização diária nesta segunda, à medida que os mercados financeiros locais retomaram operações após um feriado de uma semana por ocasião do ano-novo lunar.

A demanda por minério continua forte após o recente desastre da Vale em Brumadinho (MG) e os subsequentes efeitos na produção da mineradora brasileira. A oferta tende a ficar restrita ao menos no curto prazo, uma vez que a maior parte dos embarques de minério da Vale tem a China como destino.

Por volta da 1h30 (de Brasília), os futuros de minério de ferro para maio negociados na Bolsa de Dalian saltavam 8% – o máximo permitido numa única sessão -, alcançando os maiores níveis em mais de um ano, enquanto na Bolsa de Xangai, os futuros do vergalhão de aço subiam 3,2%.