Câmara abre ‘pacote de maldades’ sobre Bolsonaro ao ressuscitar PEC de 2015 que submete gastos do Executivo ao Legislativo

BR: A decisão do presidente Jair Bolsonaro de não negociar com partidos, levou líderes do Centrão a “desengavetar” projetos que estavam no Congresso e que possam dificultar a vida do governo. A ideia dos deputados é lançar uma espécie de “pacote de maldades” que deixe o Executivo refém do Congresso.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de 2015, com potencial de tornar todo o Orçamento da União impositivo, foi a primeira medida aprovada ontem. A próxima poderá restringir o poder do presidente de editar medidas provisórias.


Nos bastidores, deputados já falam em “pautas-bomba” como as que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), armava contra o governo de Dilma Rousseff, e que ajudaram no processo de impeachment.

Líderes partidários convenceram o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a colocar na pauta uma proposta que determina que todas as repartições federais sejam impedidas de promover gastos sem o aval do Legislativo. A PEC passou em primeiro turno com 448 votos a favor e apenas 3 contra e deverá ir agora para a votação em segundo turno.

A intenção dos parlamentares seria descaracterizar a disputa entre a “velha política” e a “nova política” e mostrar um embate institucional, juntando partidos de direita, centro e até da esquerda. A medida seria uma resposta ao fato de Bolsonaro ter “colado” em todos o carimbo da “velha política”, movida por cargos e emendas.