BR: Juntando as partes, o colunista Josias de Souza, do UOL, chega nesta segunda-feira 25 a uma conclusão poderosa: o impeachment voltou ao jogo político em Brasília, mal completados três meses do governo Bolsonaro.

A política presidencial de estimular tensões e de recusa ao diálogo com parlamentares, além da situação de vazio administrativo, como no caso emblemático do Ministério da Educação, fizeram com que a carta da derrubada legal do presidente, pelo Congresso, como aconteceu com Dilma Rousseff, saísse da caixinha para retornar à mesa, embaralhada entre outras opções políticas.

Josias lembra que o bolsonarista Olavo de Carvalho foi o primeiro a falar no risco do fim antecipado do governo. “É só continuar isso mais seis meses e acabou”, disse ele, pouco antes de Bolsonaro chegar aos Estados Unidos. Ontem, pelo Twitter, foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique dizer que “presidente que não entende isso (o Congresso) não governa e pode cair”.

O colunista conclui lembrando que, para a estabilidade institucional, em caso de o impeachment sair do monte e circular pela mesa como um coringa que todos querem usar, o vice-presidente Hamilton Mourão está a postos.

“Com a popularidade em queda, o capitão estimula os atores políticos e econômicos a prestarem atenção no vice-presidente Hamilton Mourão, um general que integra o “bando de cagões”. Os vices, como os ciprestes, costumam crescer à beira dos túmulos”, escreve Josias de Souza.