Mídia internacional conta o que imprensa brasileira evitou dizer: protestos tiveram adesão menor que o esperado

A agência alemã Deutsche Welle reportou que, mesmo sem os números oficiais, os protestos pró-Bolsonaro pareceram menores que os atos contra o corte do orçamento para a  educação, no último dia 15. A timidez dos atos em favor do governo foram vinculados à queda da popularidade do chefe de Estado.

A imprensa internacional repercutiu as manifestações à favor do presidente Jair Bolsonaro no último domingo 26, destacando a queda brusca na popularidade do presidente, o quórum reduzido em comparação com as passeatas do dia 15 e o impasse em torno da reforma da Previdência, questionada pelo Congresso e exaltada por seus eleitores.

O britânico The Guardian destacou que os atos foram a primeira “grande demonstração de força” do governo em meio ao declínio de aprovação enfrentado por Bolsonaro.

A matéria ainda chamou atenção para a adesão reduzida em muitas das 300 manifestações em cidades e municípios por todo o país, uma delas em Juiz de Fora, onde o presidente foi esfaqueado durante sua campanha eleitoral, em setembro de 2018.

“Nos primeiros cinco meses de seu mandato de quatro anos, os índices de aprovação de Bolsonaro estão sofrendo com a instabilidade econômica, a divisão política e os questionamentos desconfortáveis sobre o envolvimento de um dos filhos do presidente com o crime organizado e escândalos de corrupção.”

“Bolsonaro venceu a eleição facilmente no último mês de novembro mas, desde que assumiu o cargo no dia 1° de janeiro, sua popularidade vem caindo em diversas pesquisas. Um levantamento publicado na sexta-feira 24 mostrou que mais brasileiros desaprovam do que aprovam o governo, em uma erosão surpreendente de sua popularidade”, escreveu o DW.