Em queda nas pesquisas, Bolsonaro ganha seguidores nas redes sociais

Mesmo perdendo popularidade nas pesquisas, o presidente Jair Bolsonaro, ganhou seguidores nas redes sociais. Sua conta no Twitter aumentou de 2,7 milhões para 3,9 milhões. No Instagram, acrescentou quase três milhões chegando a 11,2 milhões de seguidores.

O próprio presidente participa da criação de grande parte do conteúdo  publicado nas suas redes.O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso a um áudio em que o presidente comenta a criação de uma dessas mensagens. “Tá muito bom. Pode mandar para suas redes que eu já mandei para os meus mais de cem grupos”. Em outro, critica o tamanho das letras de uma legenda usada em uma fotografia dele. “Olha, essa letrinha aí não tá boa, não. Vai ficar difícil para ler”. Quando vetado o meme não é publicado nas redes sociais dos auxiliares.

O presidente só autoriza o filho “02”, Carlos, vereador pelo PSC do Rio, e outros dois assessores a fazerem as postagens. Eles têm trabalhado intensamente nessa tarefa. Nos três meses de governo, o grupo publicou, em média, seis mensagens diárias no Twitter e quase quatro no aplicativo Instagram.

Na campanha do ano passado, Bolsonaro gravou um vídeo sobre o volume de mensagens recebidas. O hábito de se comunicar por áudios permitiu, em fevereiro, que gravações suas para o seu então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, fossem parar nos jornais.

Mensagens e imagens controversas são disparadas também pelo número de WhatsApp oficial usado pela Secretaria de Comunicação da Presidência para o envio de mensagens de utilidade pública e serviços do governo. Nele, o presidente autorizou a divulgação de um vídeo em defesa do golpe militar de 1964, que foi recebido por cerca de 17 mil pessoas.