Em carta, Lavareda acusa família Macedo de “chantagem e extorsão” e se diz inocente de suspeita do Coaf

BR: Ao se defender de uma suspeita levantada pelo Coaf, a respeito de 15 recebimentos fracionados de um total de R$ 139 mil, o sociólogo Antonio Lavareda saiu atirando. Em carta remetida ao Brasil2pontos, com referência a notícia publicada no portal Epoca.com, ele acusa a família Macedo, ex-controladora do banco Gerador, pelas acusações das quais foi alvo. Lavareda sustenta que os problemas legais estão com seus ex-sócios.

A íntegra da carta é a seguinte:

Sobre nota na Época.com, de 23/04/2019, mencionando o cientista político Antonio Lavareda 

A nota referida cometeu algumas omissões graves.

Esqueceu de referir que o inquérito em questão já foi encerrado SEM o indiciamento do acusado, encontrando-se agora no Ministério Público para parecer sobre o respectivo arquivamento.

Esqueceu de informar que esse inquérito resultou de uma ACUSAÇÃO partida de Paulo Dalla Nora Macedo, do seu pai e do seu tio – os três sabidos desafetos e em litígio empresarial com Antonio Lavareda , por conta de administração desastrosa e com atos suspeitos , incluindo possíveis fraudes contra o sistema financeiro, de Paulo Dalla Nora , ex presidente do Banco Gerador . Atos já denunciados administrativamente e em apuração na Justiça que resultaram em vultosos prejuízos ao sócio investidor Antonio Lavareda. Quase falido pela calamitosa e suspeita administração o banco teve uma venda forçada por apenas UM REAL. Esqueceu de registrar que Antonio Lavareda abriu voluntariamente seu sigilo bancário e fiscal e que , exaustivamente investigadas durante um ano e meio , as acusações se revelaram sem fundamento , típica denunciação improcedente e caluniosa , pretendendo fazer da polícia um instrumento de chantagem e extorsão. Esqueceu ainda de esclarecer que no relatório do Coaf constante do inquérito , além das movimentações do acusado em valores relativamente reduzidos, devidamente esclarecidas no curso da investigação , apareceram movimentações atípicas dos próprios denunciantes Paulo Sergio Macedo e Hilson Macedo Filho , essas sim no valor significativo de 73 milhões de reais, passíveis de necessária apuração.