Comando Militar Sudeste vence, USP capitula e comunica aceitação de alunos de colégios militares

BR: Em nota oficial, a Universidade de São Paulo informou neste domingo 17 ter voltado atrás em sua intenção de barrar a entrada em seus cursos de graduação, pelo sistema de cotas, de alunos de colégios militares classificados em seus vestibulares via o Sistema de Seleção Unificado (Sisu).

“Face às afirmações que se tornaram públicas e para garantir a lisura de seu processo de matrícula, todos os candidatos aprovados oriundos de colégios militares, vinculados e mantidos efetivamente pelas Forças Armadas, que se inscreveram no vestibular optando pela ação afirmativa para egressos de escolas públicas, tiveram a sua matrícula aceita, uma vez que atendem plenamente ao regramento estabelecido para o concurso vestibular 2019″.

A Reitoria da Universidade fez questão de dar uma justificativa detalhada para o posicionamento inicial de recusa das matrículas de cerca de 20 estudantes egressos de colégios militares. A nota diz que os classificados pelo Sisu tiveram seus pedidos de matrícula analisados “caso a caso”. Segundo a nota, havia informações que davam conta da existência de instituições denominadas militares, mas que, na verdade, seriam administradas por entidades privadas e mantidas por mensalidades.

“Por essa razão, os candidatos aprovados no vestibular, oriundos de escolas militares, tiveram a sua matrícula analisada caso a caso. Os poucos casos de indeferimento de matrícula estão em análise, em função de recursos apresentados”, explica a nota da USP. Inicialmente, a Universidade alegou que nada menos que 12 colégios militares não eram reconhecidos como sendo aptos a enviar alunos à universidade, em razão de disparidade de currículos em relação a outras instituições de ensino. O governador de São Paulo, João Doria, foi acionado pelo Comando Militar do Sudeste, pois a universidade é mantida pelo Estado. Ao mesmo tempo, os militares telefonaram para Brasília. Uma operação foi deflagrada à noite na capital federal pelos militares, relata matéria da edição eletrônica deste domingo 17 do jornal O Estado de S. Paulo, que veiculou a informação inicial. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, também foi chamado e entrou para interferir a favor dos alunos.