Former General Augusto Heleno is seen after a meeting with Brazil's President-elect Jair Bolsonaro at the transition government building in Brasilia, Brazil, December 4, 2018. REUTERS/Adriano Machado

Bolsonaro é “incapaz de ‘gestionar’ 29 ministérios”, avalia general Heleno; “22 já é duro”

BR: O Congresso não está avaliando o risco de alterar a medida provisória da reforma administrativa e obrigar o Executivo a recriar até dez ministérios. Segundo o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, “o presidente da República é incapaz de ‘gestionar’ 29 ministérios, 22 já é duro”, disse.

Heleno afirmou que espera dos parlamentares “bom senso” e que reflitam sobre os impactos que tais alterações poderão trazer para o futuro do País.

“Risco há, espero que não seja risco provável, mas ele existe. Eu acredito que uma nuvem de bom senso mostra que isso é contra tudo o que foi conversado, o que foi tratado. Vai contra 99% dos brasileiros. O problema todo que estamos tendo é de gestão”, avalia o ministro. Para Heleno, uma mudança na MP seria algo “criminoso” e traria problemas para o futuro do País. “Há uma alternância de poder, alguns partidos não admitem, mas há. Então, eu sou você amanhã. Quando precisar defender isso daí, vai ser difícil”, disse.
 
A MP 870, editada no primeiro dia de mandato do presidente Jair Bolsonaro, criou a nova estrutura administrativa do governo, com 22 ministérios, se não for aprovada pelo Congresso até 3 de junho, perderá a validade.

A votação da MP ainda esbarra em disputas políticas entre governo, Centrão e oposição na Câmara. O Centrão condiciona a aprovação do texto à manutenção de mudanças feitas na comissão mista que votou a proposta, especialmente a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A oposição, por sua vez, promete obstruir as votações e forçar o governo a organizar o quórum de deputados durante as sessões. Na fila da Câmara há ainda outras cinco MPs que perdem validade já a partir de amanhã, entre elas a que abre o setor aéreo para o capital estrangeiro. �#