Brazilian presidential candidate Jair Bolsonaro (PSL), gestures during the first presidential debate ahead of the October 7 general election, at Bandeirantes television network in Sao Paulo, Brazil, on August 9, 2018. / AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA

Um dia que valeu por 3 meses; será que Bolsonaro aprendeu ser a paz mais negócio que a guerra?

BR_ Em três meses até aqui de gestão, ao menos por um dia – ontem – o presidente Jair Bolsonaro desceu do palanque e agiu de acordo com o cargo que ocupa. Saiu ganhando. Ao promover a paz com o Congresso, depois de fazer a guerra tendo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, como cabeça-de-ponte, o presidente, finalmente, colheu um bom resultado. Na verdade, o Brasil. Os indicadores econômicos que apitavam uma degringolada geral mudaram de sinal e uma atmosfera de confiança, ainda que desconfiada, foi resgatada.

Em Brasília, a reforma da Previdência que galvaniza todas as expectativas começou a ser destravada, com a nomeação de um relator na CCJ absolutamente alinhado com o governo. As promessas são de aprovação dentro do prazo estimado do primeiro semestre, no máximo até agosto. Ficou exatamente como o governo queria.

Cabe, porém, a questão: será que Bolsonaro aprendeu que, para ele e, especialmente, para o Brasil, a tranquilidade é muito mais negócio do que a confusão?

A conferir.