Gonzaguinha ressurge e Império Serrano levanta o sambódromo do Rio com ‘O que é a vida?’

O que é a vida? Esse foi o questionamento que a Império Serrano, uma das mais tradicionais escolas do carnaval carioca, buscou responder na abertura dos desfiles da primeira noite do Grupo Especial, ontem, no sambódromo. A escola ousou e trouxe como samba-enredo para a Sapucaí um dos maiores sucessos da carreira de Gonzaguinha. Última colocada do Grupo Especial em 2018, foi salva do rebaixamento devido a uma decisão do Conselho da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA).

A agremiação de Madureira, pretende com o desfile deste ano, voltar a ser uma das protagonistas do Grupo Especial, e não correr o risco de ser rebaixada para a Série A. Embora os preparativos do carnaval da escola tenham sido marcados por atrasos causados principalmente pela falta de recursos, a Império conta com a popularidade do seu samba, que foi muito bem recebido pelo público, além de contar com os trunfos da bateria comandada pelo mestre Gilmar, e a ousadia do enredo de Paulo Menezes.

Com o enredo “O que é, o que é?”, o carnavalesco apresentou na Sapucaí uma reflexão sobre o verdadeiro significado da vida. Sugeriu uma reflexão sobre os atos de cada ser humano, para que não seja necessário o arrependimento das escolhas de vida, Paulo Menezes aconselhou que a alegria, a fé no mundo e nas pessoas, e o amor são os melhores caminhos para aproveitar a vida com intensidade e ser feliz.

A escola apresentou um passeio pela origem da vida. As visões da ciência da religião e da própria humanidade, terminando com o questionamento: “O que se espera da vida?”. O desfile foi feito sob chuva, que começou a cair por volta dos 20 minutos de apresentação.

Na avenida, a Império Serrano buscou apresentar um desfile com uma qualidade um pouco superior da que é apresentada normalmente nos desfiles da Série A. No entanto, houve prejuízos, como algumas alegorias com problemas de iluminação. A “inovação” em colocar o mestre-sala e porta-bandeira no tablado – este compartilhado com a comissão de frente – prejudicou o bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira.  Além disso, a boa apresentação da comissão de frente – que retrata a miséria e a esperança de uma vida mais bonita – dispensaria o uso da tal alegoria. Mas isso seria arriscado pelos padrões do Grupo Especial.