Diva, Elza Soares é destaque e será o enredo da Padre Miguel em 2020

Mocidade Independente de Padre Miguel encerrou o desfile das escolas especiais do Rio narrando a relação do homem com o tempo, as agruras e alegrias que a passagem das horas proporciona. Com o enredo ‘Eu sou o tempo, tempo é vida’, o carnavalesco Alexandre Louzada colocou na Marquês de Sapucaí toda sorte de metáforas relativas ao tema.

Em um carro alegórico feito especialmente para destacá-la, a cantora Elza Soares foi saudada como diva pela avenida. Em 2020, ela será o enredo da Padre Miguel:

“É minha volta definitiva para Sapucaí. Como diz aquele ditado, o bom filho à casa torna. Sou realmente Padre Miguel. Esta na veia. Vocês acreditam que eu conheci o Padre Miguel que dá nome ao bairro?”, brincou, em referência à figura que acabou se consagrando na Zona Oeste (e, de fato, deu nome ao bairro).

No fim, passa ano sai ano, em 2019, mais uma vez o que marcou a agremiação foi a bateria. A escola ainda inovou com uma ‘paradinha’ diferente, logo no início do samba em vez de no refrão.

O tempo dos relógios analógico e digital; o relativo de Einstein; o moderno de Chaplin. O tempo que transformou a cantora Elza Soares em diva, inclusive da escola, e também o que escraviza os trabalhadores. Todos passaram pela avenida. Não faltou criatividade. A escola só não calculava que se apresentaria em seguida a um desfile emocionante da Mangueira, que ao homenagear a vereadora assassinada Marielle Franco, esgotou as energias da plateia. O avançado da hora, já no amanhecer desta terça-feira de carnaval, também pesou. O resultado foi um desfile tecnicamente correto, porém, nem tão animado.