Governo troca o sinal e vira ‘puxa saco’ de Maia; Bolsonaro fala em ‘namoro’ e ‘diálogo’; filho 01 diz que ele é ‘fundamental’ para aprovar Previdência

BR: Virou. O governo trocou o sinal e passou de uma posição entre beligerante e apática em relação ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para outra de aproximação e afagos sobre ele. Numa expressão corrente, quem batia agora puxa o saco.

No Chile, o próprio presidente Jair Bolsonaro, que não tem feito questão de agradar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que está aberto ao diálogo. Ele até usou a imagem do namoro para comparar a situação política entre ele e o presidente da Câmara.

“Só conversando, né? Você já teve uma namorada? E quando você quis embora o que você fez para ela voltar? Não conversou? Estou à disposição para conversar com Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, disse Bolsonaro aos jornalistas. Antes, insistiu em estar pronto a dialogar.

“Eu quero saber o motivo (de Maia ter mandado recado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o sucesso da articulação política da reforma da Previdência está por conta exclusiva do presidente). Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, quero saber qual o motivo. Eu não dei motivo para ele sair”, respetiu o presidente.

Por seu lado, osenador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) escreveu em seu Twitter que o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) “é fundamental na articulação para aprovar a Nova Previdência e projetos de combate ao crime”. Segundo o senador, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Maia “está engajado em fazer o Brasil dar certo!”.

A fala do filho mais velho do presidente acontece logo após um estranhamento entre o presidente da Câmara e irmão mais novo de Flávio, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Carlos havia publicado em seu Instagram que Rodrigo Maia andava “nervoso”, em virtude da declaração de Maia de que o ministro da Justiça, Sergio Moro, “conhece pouco de política” e que não é mais que um “funcionário do presidente Bolsonaro”.

Maia teria se irritado ao ser cobrado por Moro para acelerar a tramitação do pacote anticrime apresentado ao Congresso pelo ministro. Segundo Maia, a prioridade da Mesa será a proposta de reforma da Previdência, e não as leis anticrime.

O tuíte de Flávio Bolsonaro, que não costuma publicar muito nesta rede social, sinaliza para uma tentativa de pacificação entre a família Bolsonaro e o presidente da Câmara. Mais cedo, em entrevista ao Grupo Estado, Maia disse que é papel do presidente e seus ministros conseguir maioria para aprovar a reforma previdenciária.