BR: Unidas pela primeira vez desde a redemocratização em torno de um ato de protesto e festa pela passagem do 1º de Maio – a data internacional dos trabalhadores -, as centrais sindicais têm hoje, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, um teste de fogo. Será preciso que perto de 1 milhão de pessoas estejam em torno delas, ao longo do dia, para que a ideia de uma greve geral contra a reforma da Previdência, dentro de três semanas, ganhe corpo.

Apesar da asfixia financeira sofrida a partir do governo Michel Temer e da completa ausência de diálogo com a gestão de Jair Bolsonaro (apenas uma reunião entre dirigentes da Força Sindical foi realizada este ano com o ministro Paulo Guedes, da Economia, e ainda assim por não mais que meia hora), as entidades que aglutinam trabalhadores sindicalizados poderão, se o 1º de Maio for um sucesso, começar a retomar sua influência no debate. Caso a massa não atenda o chamado, cuja convocação mais forte foi feita pela CUT e a própria Força, pouco elas poderão fazer no próximo período.

Acossadas também por um desemprego que se abate sobre mais de 13 milhões de brasileiros, as centrais têm neste momento dificuldades para mobilizar os trabalhadores, mas há muitas iniciativas de resistência contra o fechamento de fábricas e demissões sumárias em razão da crise econômica. Elas crescerão se, mais uma vez, respaldadas por um grande 1º de Maio, os trabalhadores lhes derem fôlego.

BR: vai acompanhar o 1º de Maio no Vale do Anhangabaú ao vivo em nossa página no Facebook, a partir das 11h00. Assista!