Quinze dias antes de homenagem a Bolsonaro, protestos já começam em Nova York contra festa para presidente

Doze grupos de ativistas ligados ao meio ambiente e à causa LGBT iniciam nesta terça-feira uma série de protestos diários contra a premiação que Jair Bolsonar o receberá em Nova York. O objetivo dos coletivos é constranger o hotel Marriott Marquis a não receber, no dia 14 de maio, o evento da Câmara de Comércio Brasil- Estados Unidos, onde Bolsonaro será homenageado como “personalidade do ano” juntamente com o secretário de Estado Mike Pompeo, e as empresas que apoiam o evento.

O jantar de gala já está marcado de polêmicas, depois que o Museu de História Natural  e o tradicional restaurante Cipriani Hall desistiram de receber o evento da Câmara. No episódio, o prefeito da cidade, Bill de Blasio, chegou a dizer que Bolsonaro não era “bem-vindo” à Nova York e o presidente brasileiro disse que receberá a honraria “nem que fosse na praia”.

“O que queremos é constranger o hotel a não receber o evento, bem como pressionar os patrocinadores e participantes desta premiação”, afirmou James Green, brasilianista e professor da Brown University.  “Temos muitos grupos mobilizandos. Em outros atos em visitas de presidentes brasileiros eram sempre três ou quatro grupos, formados majoritariamente por brasileiros. Agora, além destes temos nove organizações americanas”.