‘Menino Maluquinho’ Filipe Martins atrita mais Planalto e Congresso com repto enviesado que cheira a golpe: “Mostrar que o povo manda no País”

BR: Chamado de ‘Menino Maluquinho’ do Palácio do Planalto, em razão de suas ideias anacrônicas sobre política internacional, o assessor especial Filipe Martins resolveu enveredar pela política nacional. Ele recorreu ontem às redes sociais, numa série de postagens, para passar a orientação de que as manifestações da classe média em apoio ao então candidato Jair Bolsonaro precisam se repetir em relação ao presidente. Ao protegerem o presidente, os atos que Martins defende teriam como alvo a “velha política”.

“Há uma flagrante tentativa de isolar o grupo ‘anti-establishment’ do governo”, reclamou ele, referindo-se ao organismo do qual faz parte. Segundo o assessor presidencial, é “ilusão” acreditar que será possível avançar sem “romper com a forma convencional de fazer política no Brasil”.

“A única forma de ativar a lógica da sobrevivência política é por meio da pressão popular, por meio da mesma força que converteu a campanha eleitoral do PR Bolsonaro em um movimento cívico e tornou possível sua vitória. É necessário, em suma, mostrar que o povo manda no País”, escreveu.

Ao que parece, se trata de uma conclamação à revolução – ou a um golpe.

No estilo dirigente político, Martins orientou:

“A situação revela a urgência de uma coordenação efetiva entre as diferentes alas do governo para trazer o apoio popular para dentro da equação, de modo que o povo tenha um papel ativo na proteção da Lava Jato, na promoção das reformas econômicas e na quebra da velha política.”

As publicações foram feitas no momento em que a relação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o Executivo ficou estremecida por causa de ataques ao deputado postados nas redes sociais por partidários do presidente.

Considerado um discípulo do escritor Olavo de Carvalho e ligado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), Martins se tornou um dos principais auxiliares e uma espécie de conselheiro de Jair Bolsonaro. As mensagens foram publicadas por ele a partir do Chile, onde acompanhou o presidente em missão oficial.

Recado dado. Se vai funcionar…