Após 25 edições em 4 dias, perfil de ministro da Educação é bloqueado pela Wikipédia

BR: Seguidas edições no perfil do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sempre com o sentido de cortar passagens polêmicas e suavizar críticas, foram feitas nos últimos dias na enciclopédia virtual Wikipédia. A ponto de a própria Wikipédia suspender a possibilidade de novas edições.

A história está na página on-line do jornal O Globo.

Acompanhe:

De segunda (1º de julho) até esta quinta-feira (04), a página da Wikipedia dedicada ao ministro da Educação , Abraham Weintraub , passou por 25 edições. As informações estão disponíveis na própria página da enciclopédia colaborativa. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o Ministério da Educação (MEC) pediu para o site tirar do ar a página sobre o ministro no dia 27 de junho.

Na página de discussão sobre as edições da página, o principal assunto debatido entre os colaboradores era sobre como o bloqueio orçamentário imposto por Weintraub deveria ser descrito na Wikipedia.

“A informação que diz ‘corte de 30%’ está TOTALMENTE equivocada”, escreveu o usuário Nexus1997, complementando que “conforme o próprio ministério, é um CONTINGENCIAMENTO, algo bem diferente de um ‘corte’, de 3,4%”, indicando um link do MEC.

“Acredito que se restringir à dados de fontes oficiais é parcial”, respondeu o usuário João Victor Bertoldo, explicando seu ponto de vista: “devemos seguir fontes como a Lupa/Folha de S.Paulo, que esclareceu esses valores: o corte representa 30% do total de despesas não obrigatórias e 3% do total de despesas, visto que salários não podem ser cortados”.

O verbete sobre Weintraub na Wikipédia foi criado no dia 8 de abril, pouco mais de três horas depois do presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciar pelo Twitter que ele sucederia Ricardo Vélez Rodriguez no comando do MEC.

A página atualmente está bloqueada para edições. Colaboradoradores antigos estão debatendo sobre como editar o texto de forma a deixá-lo imparcial. Foi tirada do texto a seção “controvérsias”, que listava fatos polêmicos em relação ao ministro; como por exemplo, frases acusando universidades de “balbúrdia” e convocações feitas a pais de alunos, para que denunciassem professores.