Oito funcionários da Vale são presos em MG, SP e RJ, mas Schvarstman não é incomodado

Um dia após o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, ter prestado depoimento à Câmara dos Deputados, no qual foi interrompido por gritos de ‘assassino’ e ficou sentado durante a homenagem de um minuto de silêncio aos 160 mortos e mais de 150 desaparecidos na tragédia da barragem de Brumadinho, sob a justificativa de ser judeu, a Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira 15 oito mandados de prisão e 12 de busca e apreensão entre funcionários da mineradora. O nome de Schvartsman não constava da lista.

A operação é feita em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

As primeiras informações são de que 12 mandados de busca e apreensão e oito de prisão estão sendo cumpridos.

Segundo o portal G1, um presos é Alexandre de Paula Campanha, detido em casa na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Campanha foi citado em um dos depoimentos dos engenheiros da empresa alemã TÜV SÜD contratados pela Vale. Segundo as investigações, ele teria pressionado os engenheiros para assinar o laudo que atestava estabilidade da barragem, que se rompeu em Brumadinho, sob o risco de perder o contrato.