Pesquisa revela alta carga de expectativa, com risco de forte frustração no curto prazo

BR: A primeira grande pesquisa de opinião feita após a posse do presidente Jair Bolsonaro, com abrangência nacional – a CNT/MDA divulgada nesta terça-feira 26 – mostra que os brasileiros esperam muito do governo, com expectativas exacerbadas em relação a demandas objetivas. Desse modo, o risco de grande frustração logo à frente é, potencialmente, igualmente alto.

Para se ter uma ideia, 51% das pessoas acham que haverá melhora no emprego, 53%, na segurança, 47%, na educação, 41%, na saúde, e 34%, na renda.

Se a narrativa do governo é a de que tudo de bom dependerá da aprovação da reforma da Previdência, o que deve ocorrer apenas no segundo semestre, e com efeitos não imediatos, é razoável concluir que as pesquisas, no curto prazo, tendem a apresentar tendência de baixa na aprovação do governo.

Em relação às prioridades da população, a pesquisa CNT/MDA revela que 42% acham que é a saúde, 34%, a segurança, 31%, a educação, 29%, o combate à corrupção, 23%, o emprego, e 14%, a economia.

Outro ponto da pesquisa que chama a atenção é o índice de confiança da população nas instituições. A primeiríssima colocada é a Igreja, com 34%, seguida pelo Corpo de Bombeiros, com 19%. As Forças Armadas, que servem de pilar ao governo de Jair Bolsonaro, aparecem com 16% de nível positivo de confiança Vem atrás a Justiça, com 9,8%, e a polícia, com 4,1%. A imprensa tem apenas 3,7% da confiança das pessoas, enquanto o governo tem menos, 2,4%. Na rabeira estão o Congresso, com 1%, e os partidos políticos, com 0,2%. Arredondando, zero.